terça-feira, 28 de agosto de 2012

Prova Mensal de Português (Agosto) -

Referente ao 3º Bimestre - 9º ano 

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL FRANCISCO SALES DE CARVALHO
EDUCAR PARA CONSTRUIR UM FUTURO

ALUNO (A): __________________ DATA: ____/____/____ 9º ANO ______
PROF.: FRANCISCO ANTÔNIO  TURNO: _________________________

PROVA MENSAL DE PORTUGUÊS
(Agosto)

Leia o texto abaixo e resolva as questões de 1 a 5.

A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de
argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de
encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver  problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias
por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são  aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.
(Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)
01. Segundo o texto, evitamos a autopiedade  quando: 
a)  aprendemos a nos comportar em sociedade. 
b)  nos dispomos a ajudar os outros. 
c)  passamos a ignorar o sofrimento. 
d)  percebemos que não somos os únicos a sofrer. 

02. A autopiedade, segundo o autor: 
a)  é uma doença. 
b)  é problema psicológico. 
c)  destrói a pessoa. 
d)  não conduz a nada.

03. A vida é comparada a um jogo em que a pessoa: 
a)  precisa de sorte. 
b)  deve saber jogar. 
c)  fica desorientada, 
e)  geralmente perde. 

04. A superação das dificuldades da vida leva: 
a)  à paz 
b)  à felicidade 
c)  ao equilíbrio 
d)  ao crescimento 

05. Para o autor: 
a)  não podemos vencer as dificuldades. 
b)  só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência. 
c)  não podemos fugir das dificuldades. 
d)  devemos amar as dificuldades. 

Leia o texto abaixo e, em seguida responda as questões de 6 a 10.
Retrato de velho

Tem horror a criança. Solenemente, faz queixa do bisneto, que lhe sumiu com a palha de cigarro, para vingar-se de seus ralhos intempestivos. Menino é bicho ruim, comenta. Ao chegar a avô, era terno e até meloso, mas a idade o torna coriáceo.
No trocar de roupa, atira no chão as peças usadas. Alguém as recolhe à cesta, para lavar. Ele suspeita que pretendem subtraí-las, vai à cesta, vasculha, retira o que é seu, lava-o, passa-o. Mal, naturalmente.
– Da próxima vez que ele vier, diz a nora, terei de fechar o registro, para evitar que ele desperdice água.
Espanta-se com os direitos concedidos às empregadas. Onde já se viu? Isso aqui é o paraíso das criadas. A patroa acorda cedo para despertar a cozinheira. Ele se levanta mais cedo ainda, e vai acordar a dona de casa:
– Acorda, sua mandriona, o dia já clareou!
As empregadas reagem contra a tirania, despedem-se. E sem empregadas, sua presença ainda é mais terrível.
As netas adolescentes recebem amigos. Um deles, o pintor, foi acometido de mal súbito e teve de deitar-se na cama de uma das garotas. Indignação: Que pouca-vergonha é essa? Esse bandalho aí conspurcando o leito de uma virgem? Ou quem sabe se nem é mais virgem?
– Vovô, o senhor é um monstro!
E é um custo impedir que ele escaramuce o doente para fora de casa.
– A senhora deixa suas filhas irem ao baile sozinhas com rapazes? Diga, a
senhor deixa?
– Não vão sozinhas, vão com os rapazes.
– Pior ainda! Muito pior! A obrigação dos pais é acompanhar as filhas a tudo
quanto é festa.
– Papai, a gente nem pode entrar lá com as meninas. É coisa de brotos.
– É, não é? Pois me dá depressa o chapéu para eu ir lá dizer poucas e boas!
Não se sabe o que fazer dele. Que fim se pode dar a velhos implicantes? O jeito é guardá-lo por três meses e deixá-lo ir para outra casa, brigado. Mais três meses, e nova mudança, nas mesmas condições. O velho é duro:
– Vocês me deixam esbodegado, vocês são insuportáveis! – queixa-se ao sair. Mas volta.
– Descobri que paciência é uma forma de amor – diz-me uma das filhas, sorrindo.
(Andrade, Carlos Drummond de. Retrato de velho. In a bolsa & a vida. Rio de Janeiro, 1982. p. 207-209.)

06.  Que tipo de narrador aparece nessa crônica e em que pessoa a narrativa se
constrói? ___________________________________________________
07. A personagem principal dessa crônica é
 (A) o velho.                                                (C) o pai.
 (B) o sogro.                                                (D) o bisneto.

08. O tema dessa crônica é
(A) mudança de tempo.                              (C) a inquietação do avô.
(B) recordação do passado.                        (D) a queixa do bisneto.

09.  Qual é o tom da crônica? _______________________________________

10. Substitua as palavras destacadas nas orações, por outras de igual sentido, retiradas do texto.
a) Ao chegar a avô, era terno e até meloso, mas a idade o torna embrutecido.
    ____________________________________________________________
b) Esse cafajestedesonrando o leito de uma virgem?
    ____________________________________________________________
c) – Papai, a gente nem pode entrar lá com as meninas. É coisa de jovens.
    ____________________________________________________________
d) – Vocês me deixam exausto, vocês são insuportáveis!
         ____________________________________________________________
11. De que forma o autor, Carlos Drummond de Andrade, faz o desfecho final da crônica?          ______________________________________________________

Observe a charge abaixo.


12. A charge, relativa ao governo de Fernando Henrique Cardoso, é uma crítica:
       (A) ao medo do descontrole inflacionário;
             (B)   à repressão policial sobre os cidadãos;
             (C)   ao processo de racionamento de energia;
             (D)  ao descaso governamental para com a população carente;

As questões de 13 a 18 referem-se às figuras de linguagem.

13. Classifique as figuras destacadas abaixo, quanto ao número semântico.
a) Antes de sair, tomamos um cálice de licor. _________________________
b) Amou daquela vez como se fosse máquina. (Chico Buarque) ___________
c) Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro. _____________________
d) A formiga disse para a cigarra: “Cantou... agora dança!” _______________

No texto abaixo, Bernardo Guimarães emprega diferentes figuras de linguagem. Observe o fragmento:
“No sertão, ao cair da noite, todos tratam de dormir, como os passarinhos. As trevas e o silêncio são sagrados ao sono, que é o silêncio da alma.” (l. 26-28)

14. O trecho em destaque é uma figura de linguagem. Que figura é esta? ___________________________________________________________

15. Nos trechos: “… nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major” e “… o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja” encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
(A) metonímia e eufemismo.
(B) ironia e hipérbole.
(C) metonímia e prosopopeia.
(D) prosopopeia e hipérbole.

16. Observe o enunciado:
“E enquanto todos pulavam no salão, o dólar pulava no câmbio. O verbo “pular” está empregado no primeiro caso no sentido denotativo; no segundo, o sentido é figurado. Também a palavra “dólar” é usada no sentido figurado. A figura de linguagem empregada no caso de “dólar” é:

(A) antítese, porque, no enunciado, há ideias contrárias relacionadas aos seres representados.
(B) eufemismo, porque, no enunciado, há ideias diminuídas relacionadas aos seres representados.
(C) prosopopeia, porque, no enunciado, há a personificação dos seres representados.
(D) metonímia, porque, no enunciado, há relações de contiguidade entre os seres representados.

17. Assinale a alternativa em que se identifica a figura de linguagem predominante no trecho:
“As rodas dentadas da pobreza, ignorância, falte de esperança e baixa autoestima se engrenam para criar um tipo de máquina do fracasso perpétuo que esmigalha os sonhos de geração a geração. Nós todos pagamos o preço de mantê-la funcionando. O analfabetismo é a sua cavilha”.

(A) Eufemismo.
(B) Antítese.
(C) Metáfora.
(D) Sinestesia.

18. Construa uma frase com as seguintes figuras de linguagem:
a) Sinestesia. ___________________________________________________
b) Hipérbole. ___________________________________________________
c) Antítese. ____________________________________________________
d) Metonímia. __________________________________________________

Um comentário:

  1. Muito bom seu trabalho, professor!Valeu obrigada.

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